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Vida Lusa

  


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 Aurélien Duarte : « Je ne vis pas de ma passion mais je vis ma passion »

Capverdien d’origine, Aurélien Duarte n’a jamais trempé ses pieds dans les eaux turquoise de ce somptueux archipel situé au large du Sénégal. Féru de sport, cet athlète aurait pu devenir un champion de basket ou de karaté mais c’est vers la boxe, en particulier le kick boxing et le muay thaï, que cet as du combat s’est tourné. Ler

 

CLP TV : desta vez foi mesmo o fim...    "sem honra nem glória"     


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 Gostava de perceber porque é que nós portugueses pensamos tão pequenino!   Por José Mota

Porque é que quando fazemos uma escola nova, não pensamos em todos os pormenores, não pensamos se as valetas vão ser muito fundas e largas para os alunos que gostam de correr.

Se vai haver telheiros que vão desde os blocos de aulas até ao ginásio ou até à cantina; será que quem projectou a escola, não se deu conta que de vez em quando cá em Portugal chove?       Ler


GASTRONOMIE : les escargots, amuse-gueule préféré des portugais  

"H á caracois ". L'inscription, qui trône en bonne place sur la devanture de nombreux cafés et bistrots portugais pendant l'été, signale la présence au menu d'escargots, l'amuse-gueule préféré des portugais. Ler


 

 Net e alguns serviços !

A nova geração vai crescendo e cada vez mais agarradas as novas tecnologias ... De dia para dia podemos verificar que os computadores estão cada vez mais sofisticados bem como os restantes bens electrónicos. A evolução leva a que a Internet seja cada vez mais usada, de dia para dia até os suportes da internet são mais fáceis, agora temos as placas móveis. Cada pessoa tem uma facilidade de acesso a internet para se poder comunicar. A Internet passou a ser utilizada de um modo muito grande e gradual, se bem que actualmente é raro quem não tem acesso à internet, ou não possua um E-mail, e não faça consultas pela Net. Ler

 

 «SE A ESPANHA QUER GIBRALTAR, QUANDO TENCIONA DEVOLVER OLIVENÇA?

Daniel Hanan

E se tivesse sido ao contrário? E se a Espanha tivesse tomado um pedaço de território de alguém, forçado a nação derrotada a cedê-lo num tratado subsequente, e o mantivesse ligado a si? Comportar-se-ia Madrid como quer que a Grã-Bretanha se comporte em relação a Gibraltar? Ni pensarlo!

    Como é que eu posso estar tão certo disso? Exactamente porque existe um caso assim. Em 1801, a França e a Espanha, então aliadas, exigiram que Portugal abandonasse a sua amizade tradicional com a Inglaterra e fechasse os seus portos aos navios britânicos. Os portugueses recusaram firmemente, na sequência do que Bonaparte e os seus confederados espanhóis marcharam sobre o pequeno reino. Portugal foi vencido, e, pelo Tratado de Badajoz, obrigado a abandonar a cidade de Olivença, na margem esquerda do Guadiana.

    Quando Bonaparte foi finalmente vencido, as Potências europeias reuniram-se no Congresso de Viena de Áustria para estabelecer um mapa lógico das fronteiras europeias. O Tratado daí saído exigiu um regresso à fronteira hispano-portuguesa (ou, se se preferir, Luso-espanhola) anterior a 1801. A Espanha, após alguma hesitação, finalmente assinou o mesmo em 1817. Mas nada fez para devolver Olivença. Pelo contrário, trabalhou arduamente para extirpar a cultura portuguesa na região, primeiro proibindo o ensino do Português, depois banindo abertamente o uso da língua.

    Portugal nunca deixou de reclamar Olivença, apesar de não se ter movimentado para forçar esse resultado (ameaçou hipoteticamente com a ideia de ocupar a cidade durante a Guerra Civil de Espanha, mas finalmente recuou). Embora os mapas portugueses continuem a mostrar uma fronteira por marcar em Olivença, a disputa não tem sido colocada na ordem do dia no contexto das excelentes relações entre Lisboa e Madrid.

    Agora vamos analisar os paralelismos com Gibraltar. Gibraltar foi cedida à Grã-Bretanha pelo Tratado de Utrecht (1713), tal como Olivença foi cedida à Espanha pelo Tratado de Badajoz (1801). Em ambos os casos, o país derrotado pode reclamar com razões que assinou debaixo de coacção, mas é isto que acontece sempre em acordos de paz.

    A Espanha protesta que algumas das disposições do Tratado de Utrecht foram violadas; que a Grã-Bretanha expandiu a fronteira para além do que fora estipulado primitivamente; que implementou uma legislação de auto-determinação local em Gibraltar que abertamente é incompatível com a jurisdição britânica especificada pelo Tratado; e (ainda que este aspecto seja raramente citado) que fracassou por não conseguir evitar a instalação de Judeus e Muçulmanos no Rochedo. Com quanta muito mais força pode Portugal argumentar que o Tratado de Badajoz foi derrogado. Foi anulado em

1807 quando, em violação do que nele se estipulava, as tropas francesas e espanholas marcharam por Portugal adentro na Guerra Peninsular. Alguns anos mais tarde, foi ultrapassado pelo Tratado de Viena.

    Certamente, a Espanha pode razoavelmente objectar que, apesar dos pequenos detalhes legais, a população de Olivença é leal à Coroa Espanhola.

Ainda que o problema nunca tenha passado pelo teste de um referendo, parece com certeza que a maioria dos residentes se sente feliz como está. A língua portuguesa quase morreu excepto entre os mais velhos. A cidade (Olivenza em

espanhol) é a sede de um dos mais importantes festivais tauromáquicos da época, atrai castas e matadores muito para além dos sonhos de qualquer pueblo de tamanho similar. A lei portuguesa significaria o fim da tourada de estilo espanhol e um regresso à obscuridade provinciana.

    Tenho a certeza que os meus leitores entendem aonde tudo isto vai levar. Este "blog" sempre fez da causa da auto-determinação a sua própria causa. A reclamação do direito a Olivença (e a Ceuta e Melilla), por parte de Espanha, assenta no argumento rudimentar de que as populações lá residentes querem ser espanholas. 

Mas o mesmo princípio certamente se aplica a Gibraltar, cujos habitantes, em 2002, votaram (17 900 votos contra 187!!!) no sentido de permanecer debaixo de soberania britânica.

    A Grã-Bretanha, a propósito, tem todo o direito de estabelecer conexões entre os dois litígios. A única razão por que os portugueses perderam Olivença foi porque honraram os termos da sua aliança connosco. Eles são os nossos mais antigos e confiáveis aliados, tendo lutado ao nosso lado durante 700 anos - mais recentemente, com custos terríveis, quando entraram na Primeira Guerra Mundial por causa da nossa segurança. O nosso Tratado de aliança e amizade de 1810 explicitamente compromete a Grã-Bretamha no sentido de trabalhar para a devolução de Olivença a Portugal.

    A minha verdadeira intenção, todavia, é a de defender que estes problemas não devem prejudicar as boas relações entre os litigantes rivais.

Enquanto Portugal não mostra intenção de renunciar à sua reclamação formal em relação a Olivença, aceita que, enquanto as populações locais quiserem permanecer espanholas, não há forma de colocar o tema na ordem do dia. Não será muito de esperar que a Espanha tome um atitude semelhante vis-a-vis Gibraltar.

    Uma vez que este texto certamente atrairá alguns comentários algo excêntricos de espanhóis, devo clarificar previamente, para que fique registado, que não é provável que estes encontrem facilmente um hispanófilo mais convicto de que eu. Eu gosto de tudo o que respeita ao vosso país: o seu povo, as suas festas, a sua cozinha, a sua música, a sua literatura, a sua fiesta nacional. Amanhã à noite, encontrar-me-ão no Sadler´s Wells, elevado até um lugar mais nobre e mais sublime pela voz de Estrlla Morente.

    Acreditem em mim, señores, nada tenho de pessoal contra vós: o problema é que não podem pretender ter uma coisa e o seu contrário.

 

(trad. C. Luna)

 

 

 

IF SPAIN WANTS GIBRALTAR, WHEN IS IT PLANNING TO GIVE UP OLIVENÇA?

Daniel Hannan

13-Mar-2009

 

What if it had been the other way around? What if Spain had helped itself to a slice of someone else's territory, forced the defeated nation to cede it in a subsequent treaty, and hung on to it? Would Madrid behave as it wants Britain to behave over Gibraltar? ¡Ni pensarlo!

How can I be so sure? Because there is precisely such a case. In 1801, France and Spain, then allies, demanded that Portugal abandon her ancient friendship with England and close her ports to British ships. The Portuguese staunchly refused, whereupon Bonaparte and his Spanish confederates marched on the little kingdom. Portugal was overrun and, by the Treaty of Badajoz, forced to give up the town of Olivença, on the left bank of the Guadiana.

When Boney was eventually defeated, the European powers met at the Congress of Vienna to produce a comprehensive settlement of Europe's borders. The ensuing treaty urged a return to the pre-1801 Hispano-Portuguese (or, if you prefer, Luso-Spanish) frontier. Spain, after some hesitation, eventually signed up in 1817. But it made no move to return Olivença. On the contrary, it worked vigorously to extirpate Portuguese culture in the province, first prohibiting teaching in Portuguese, then banning the language outright.

Portugal has never dropped its claim to Olivença, though it has made no move to force the issue (it toyed with the idea of snatching the town during the Spanish Civil War, but eventually backed off). Although Portuguese maps continue to show an undemarcated frontier at Olivença, the dispute has not been allowed to stand in the way of excellent relations between Lisbon and Madrid.

Now let's consider the parallels with Gib. Gibraltar was ceded to Great Britain by the Treaty of Utrecht (1713), just as Olivença was ceded to Spain by the Treaty of Badajoz (1801). In both cases, the defeated power might reasonably claim that it signed under duress, but this is what happens in all peace settlements.

Spain complains that some of the provisions of the Treaty of Utrecht have been violated: that Britain has extended the frontier beyond that originally laid down; that it has bestowed a measure of self-government on Gibraltar incompatible with the outright British jurisdiction specified by the Treaty; and (although this point is rarely pressed) that it has failed to prevent Jewish and Muslim settlement on the Rock. With how much more force, though, might Portugal argue that the Treaty of Badajoz has been abrogated. It was annulled in 1807 when, in violation of its terms, French and Spanish troops marched on Portugal in the Peninsular War. A few years later, it was superseded by the Treaty of Vienna.

Of course, the Spanish might reasonably retort that, whatever the legal niceties, the population of Olivença is loyal to the Spanish Crown. While the issue has never been tested in a referendum, it certainly seems that most residents are happy as they are. The Portuguese language has all but died out except among the very elderly. The town (Olivenza in Spanish) hosts one of the most important bullfighting ferias of the season, attracting breeds and matadors beyond the dreams of any similarly sized pueblo. Portuguese rule would mean an end to Spanish-style bullfighting, and a return to provincial obscurity.

I'm sure you can see where this is going. This blog has always made the cause of national self-determination its own cause. Spain's claim to Olivença (and Ceuta and Melilla) rests on the knock-down argument that the people living there want to be Spanish. But the same principle surely applies to Gibraltar, whose inhabitants, in 2002, voted by 17,900 to 187 to remain under British sovereignty.

Britain, by the way, has every right to link the two issues. The only reason the Portuguese lost Olivença is that they were honouring the terms of their league with us. They are our oldest and most reliable allies, having fought alongside us for 700 years - most recently, and at terrible cost, when they joined the First World War for our sake. Our 1810 treaty of alliance and friendship explicitly commits Britain to work for the restoration of Olivença to Portugal.

My real point, though, is that these issues ought not to prejudice good relations between the rival claimants. While Portugal has no intention of renouncing its formal claim to Olivença, it accepts that, as long as the people there want to remain Spanish, there is no point in pushing the issue. It is surely not too much to expect Spain to take a similar line vis-à-vis Gibraltar.

Since this post is likely to attract some crotchety comments from Spaniards, I ought to place on the record that you're not likely to find a more convinced Hispanophile than me. I like everything about your country:

its people, its festivals, its cuisine, its music, its literature, its fiesta nacional. Tomorrow night, you will find me in Sadler's Wells, transported to a nobler and more sublime place by the voice of Estrella Morente. Believe me, señores, it's nothing personal: it's just that you can't have it both ways.

SI/GAO - 14-03-2009.

www.olivenca.org  olivenca@olivenca.org

Tlm. 96 743 17 69  -  Fax. 21 259 05 77

 

  Partido dos Trabalhadores  (PT) apresenta em Paris, o filme "Hércules 56"
O documentário, feito em 2006, apresenta depoimentos tanto de participantes do sequestro quanto de presos políticos liberados em troca do Embaixador dos EUA.
 Após o filme, haverá debate com Daniel Aarão Reis,  que foi um dos participantes do seqüestro e hoje é historiador.

 Também participarão do debate:
 Luiz Felipe de Alencastro - Professor de História do Brasil na Sorbonne  James Cohen - Mestre de Conferências em Ciência Política na Univ. Paris VIII  Philip Golub - Prof. na Universidade Americana de Paris e na Univ.  Paris VIII
 
17 de março de 2009  (terça –feira)  às 19:00 hs
 no Café Carioca
 124 rue de Turenne  75003 Paris
 (metrô: Filles du Calvaire)

 O NÚCLEO DO PT EM PARIS SE REÚNE TODAS AS PRIMEIRAS QUARTAS-FEIRAS    DO MÊS   AS REUNIÕES SÃO ABERTAS A TODOS/AS INTERESSADOS  PARA CONTATAR O NÚCLEO DO PT EM PARIS, ESCREVA PARA  paris@pt.org.br

 

Entrevista com ....

 Alda Pereira Lemaitre : « Je ne supporte pas les inégalités »

Née à Vales do Rion près de Covilhã au Portugal, nul ne pensait qu’un jour, la petite Alda serait élue maire d’une ville française une quarantaine d’année plus tard… Le 16 mars 2008, cette femme, mère de trois enfants, est devenue la première femme socialiste élue maire dans le département du 93, et d’origine portugaise ! Lors d’un entretien passé dans son bureau à l’Hôtel de Ville Noisy-le-Sec, Alda Pereira Lemaitre nous raconte son incroyable histoire et nous parle des perspectives d’avenir pour la ville, les noiséens mais aussi pour les portugais de sa commune. Issue du milieu associatif, Alda Pereira Lemaitre s’est forgée un caractère et sait se battre. Cela tombe bien car de nombreux combats se dressent devant elle. Rencontre.

Vida Lusa : Alda, racontez-nous votre histoire…

Alda Pereira Lemaitre : Je suis née à côté de Covilhã au pays des cerises, « as cerejas do Fundão ». Je suis arrivée en France à Nanterre, dans un bidonville à l’âge de trois ans, en 1968. C’est une période assez dure de ma vie car j’ai vécu le racisme à ce moment-là. A l’école, on me mettait à l’écart parce que j’étais « la portos, la toss », je n’étais pas vêtue comme eux puisqu’on était pauvre. Je me suis réellement sentie rejetée, mise sur la bande d’arrêt d’urgence, à côté de ceux qui partaient en vacances et étaient habillés à la mode. Petite, j’en ai beaucoup souffert alors que j’ai quitté un pays où j’étais aimée quelque soit mes vêtements. J’avais une vie sociale et là je me suis retrouvée projetée dans un monde où l’on me renvoyait toujours à la misère. Un jour, une copine à moi, africaine, m’a dit : « Toi, au moins, t’as de la chance parce que tu as la bonne couleur de peau ». Ça m’a beaucoup fait réfléchir car j’étais malheureuse étant victime de racisme, mais quand en plus vient s’ajouter cette dimension de couleur, où vous êtes inscrite comme étant différente, je trouvais ça horrible. Il n’y a pas de bonne couleur de peau ! Après Nanterre, je suis partie à Villeparisis (77) puis je suis arrivée à Noisy-le-Sec (93) en 1984.

Vos parents ont dû se démener pour s’élever socialement…

 Oui, mon père avait fait le séminaire à Coimbra donc quand il est arrivé ici, il était bilingue. Finalement, il a dû aller sur le chantier comme tant d’autres. Ma mère a toujours fait du ménage, d’ailleurs elle continue encore aujourd’hui ! (rires) C’est le cliché des parents portugais, le maçon et la femme de ménage. Ils ont tout fait pour nous permettre d’aller à l’école, de nous en sortir, etc. mais c’est vrai que la dimension politique que je porte me vient essentiellement du combat politique de mon père. S’il a quitté le Portugal, c’est pour des raisons économiques mais aussi politiques, pour fuir Salazar. D’ailleurs, à 6 ans, je leur en voulais car je pensais qu’ils auraient dû rester là-bas. Après j’ai compris. Ils ont voulu nous sauver, nous apporter à la fois à manger, une culture, aller à l’école, simplement un peu de bonheur en fait. Quand il y a eu la Révolution des Œillets, j’ai pleuré. J’étais petite mais c’était un moment très fort pour nous tous. Quand je suis retournée sur la place à Lisbonne cet été, j’avais la chair de poule !

 

Samira Bellil m’a dit : « Merci pour ta rage, garde-là tout le temps ! »

 

Votre parcours est plutôt étonnant pour quelqu’un qui est aujourd’hui maire !           

Un jour, il y a Samira Bellil, qui a écrit Dans l’enfer des Tournantes en 2002, qui m’a dit : «  Merci pour ta rage. Garde-là tout le temps. » En fait, c’est ça qui me caractérise : la détermination, la volonté. J’ai un objectif qui est de mettre en application les valeurs pour lesquelles je me suis toujours battue et aujourd’hui que je suis maire, j’ai les clés pour ça. Enfin, je n’ai pas toutes les clés mais j’en ai une partie. Tout ce que je peux faire dans mon quotidien est toujours en cohérence avec les valeurs que je porte. Oui je suis une femme de gauche car je pense que pour chaque citoyen, on doit lui permettre l’émancipation, l’autonomie. On doit permettre à chacun de vivre dan la dignité et dans le respect. Tout ce que je ferai dans ma ville, c’est avec cela dans ma tête. Il n’y a rien de plus dur pour moi que de voir des gens qui instrumentalisent la politique, des « charognards ». Je me dis que ce n’est pas noble et c’est souvent pour cela que les gens s’éloignent de la politique car ils ont affaire à des personnages qui sont malsains.

Et ce, de gauche comme de droite…

Absolument ! Après, moi j’ai un projet de société qui n’est pas celui de droite.

Vous êtes contre les inégalités…

Mais pire que cela, je suis une lutteuse ! Je ne supporte pas l’inégalité. C’est pour cela que dans ma ville, si certains vous disent « elle n’est pas très sociale car elle arrête la cantine gratuite… » Moi je trouve qu’il n’y a rien de plus juste que de faire payer en fonction de ses revenus. Pourquoi ferait-on cadeau de 5€ à des personnes qui gagnent de 8 à 10 000 euros par mois ? Alors que la ville est dans la m… puisque l’on a un gros problème financier. Je pense qu’il faille que chacun puisse être solidaire. Ceux qui sont réellement en difficultés paieront 20 centimes d’euros et ceux qui peuvent paieront 5€ par enfant, ce qui n’est pas énorme. Je suis pour la justice sociale. Il y a aussi un système de solidarité qui passe par l’impôt. A un moment il faut que l’on soit pédagogue et arriver à expliquer pourquoi la politique ce n’est pas sale. C’est vraiment améliorer le quotidien des gens. Je demande à mes élus d’être les ambassadeurs du quotidien. Il ne faut pas minimiser la problématique du quotidien. Après, bien entendu, il faut hiérarchiser les choses mais je m’intéresse autant

Lors de notre dernier numéro, nous avons interviewé Hermano Sanches Ruivo, un homme, qui comme vous, est issu du milieu associatif…

Oui, mais pas le même type de milieu associatif. Lui, il est resté quand même dans une logique de communauté avec Cap Magellan alors que moi c’est tout à fait différent. Au lycée, j’étais dans toute la mouvance SOS Racisme et puis après en 2002/2003, il y a eu les états généraux des femmes des quartiers avec Ni Putes, Ni Soumises.

Deux grosses associations finalement !

Oui et avec Ni Putes Ni Soumises, j’étais au bureau avec Samira Bellil qui est décédé entre temps, Fadela Amara que j’ai eu au téléphone il n’y a pas longtemps car en plus elle est devenue ministre. D’ailleurs, elle m’a appelée pour me féliciter le jour de mon élection. Elle suit un peu ce qu’il se passe même si elle a fait le choix d’aller dans l’équipe Sarkozy. Elle s’intéresse quand même aux filles avec qui elle a milité. On a quasiment  le même âge avec Fadela. Et puis avec un parcours comme le mien, même sans compter sur les racines portugaises, il n’y a que très peu de femmes issues du milieu associatif, pas du tout cooptée, c’est assez rare.

 

«  Je veux permettre aux portugais de Noisy d’avoir deux chez eux. Au Portugal et ici. »

 

Quels sont vos projets pour les noiséens et pour les portugais de Noisy-le-Sec ?

Pour ma ville, tout comme pour les portugais, j’ai envie de créer des espaces de vivre ensemble. Là je vais faire un espace multiculturel où toutes les associations, toute la pluralité de la ville, quelque soit les parcours ou les origines, pourront y partager des spécialités culinaires, des danses, des chants. Je veux une mosaïque comme ça pour cette ville. Je veux que les portugais de la ville se sentent légitimes dans cette ville, qu’ils se sentent citoyen à part entière et habitant à part entière de cette ville. Cette ville est la leur ! Je veux qu’ils puissent participer, s’impliquer, s’identifier à ce que l’on vit, c’est leur ville ! Trop souvent, chez eux c’est au Portugal, même pour les plus jeunes. J’ai envie de leur permettre d’avoir deux chez eux, au Portugal et ici car on peut aimer les deux et on doit aimer les deux.

Comment allez-vous faire ?

Je vais mener cette ville comme si c’était chez moi. Aujourd’hui, Noisy a des problèmes financiers et bien il faut enlever ces choses qui vont surendetter la ville car sinon c’est les générations futures qui vont devoir payer pour nous et c’est assez irresponsable. Je vais m’occuper de tous les habitants comme on s’occupe de tous ces enfants, de la même manière, et de gérer le budget de la ville comme on gère à la maison, c’est-à-dire avec bon sens, sans vivre au-dessus de ses moyens car un jour ou l’autre on en paye les frais. En l’occurrence la maire précédente n’a pas été élue. Partout on l’on a une logique de bon sens, il n’y a pas de raison pour que ça ne marche pas. Ce qu’il faut, c’est créer la confiance, un moteur pour que tout le monde puisse s’impliquer.

 

« Il faut donner envie de découvrir la vraie culture portugaise ! »

 

Vous sentez-vous plus française ou portugaise ?

Pour être tout à fait honnête, aujourd’hui je me sens française, avec une double appartenance car je ne me sens pas que française. Cependant, je ne me suis jamais autant sentie européenne que depuis mon élection.

Ce n’était pas le cas auparavant ?

Si, bien sûr, j’ai fait la campagne pour le Oui à l’Europe. Je suis profondément pour l’Europe, mais moi en tant que femme, je me sens citoyenne européenne et non pas citoyenne française et citoyenne portugaise. Bien sûr que je suis une européenne convaincue depuis très longtemps mais dans ma citoyenneté. Dans le cadre du droit de vote des étrangers il faut que l’on développe cette notion de citoyenneté européenne.

Que faire pour épanouir la culture lusophone ?

Il faut promouvoir la langue, la culture. On a un très beau pays qui s’appelle le Portugal et on ne met pas assez en avant la richesse culturelle, architecturale, littéraire. C’est du gâchis !  Si je peux promouvoir tout ça, je porterais cette mission-là. Ce que fait Hermano Sanches par exemple, c’est très bien mais ça reste élitiste, ça ne touche qu’une catégorie sociale, malgré tout le bien que je lui veux, alors qu’on a un tas de personnes sont bien loin de tout ça. Il faut peut-être passer par un journal comme le vôtre, je ne sais pas, mais il faut apporter l’envie de découvrir des artistes comme Pessoa, Camões… L’envie de découvrir la vraie culture et pas simplement le folklore, le foot et puis la fête des immigrants au mois d’août.

 

A. F.....

Gostava de perceber porque é que nós portugueses pensamos tão pequenino!

Porque é que quando fazemos uma escola nova, não pensamos em todos os pormenores, não pensamos se as valetas vão ser muito fundas e largas para os alunos que gostam de correr.

Se vai haver telheiros que vão desde os blocos de aulas até ao ginásio ou até à cantina; será que quem projectou a escola, não se deu conta que de vez em quando cá em Portugal chove? Como iriam os alunos na cabeça do projectista, deslocar-se das salas de aulas para o ginásio e cantina, que ficam distanciados das salas de aulas uns bons cem metros, sem telheiros?

Porque é que temos bons recursos naturais cá em Portugal, e não os aproveitamos? Sendo capazes até de vender a exploração desses mesmos recursos a outros Países.

Porque pensamos assim tão pequeno?

Porque é que quando fazemos uma estrada nova, não deixamos logo espaço dos lados, para um dia podermos alargar a estrada se necessário for?

Porque é que os políticos mandam apertar o cinto e eles andam com chaufer particular e em carros de alta gama?

Porque é que quando se vai alcatroar uma estrada já alcatroada, não se levanta o tapete que lá estava e depois se coloca o novo, podendo mandar o tapete velho para reciclar e assim evitar que o novo tapete fique tão alto como o passeio e que na época de chuvas nem se consiga andar nele?

Por que é que não se obrigam os novos patrões de todas as empresas, sejam elas grandes, médias ou pequenas, a fazer um curso de pelo menos um mês sobre relações interpessoais?

Porque é que temos bons inventores e não investimos neles para ajudar o país a ser cada vez mais independente do exterior?

Pensamos pequenino e gostamos de ir ao Portugal dos Pequeninos ver como ficamos tão bem lá na casita típica, mas sem condições sanitárias, parece que gostamos de passear lá no Portugal dos pequeninos e sentirmo-nos pequeninos. Eu por mim nunca mais lá vou, só se fizerem um Portugal grande.

É claro que irei ao Portugal dos Pequeninos, se um dia vier a ter netos, não tenho nada contra o Portugal dos Pequeninos ali em Coimbra, tenho é contra o Portugal dos Pequeninos aqui onde assento os pés.

- Então Dona Maria como vai? - Olhe cá se vai andando, sabe, é sempre estas dores e depois o tempo não ajuda nada. - Pois é, olhe sabe morreu o Ti Manel, aquele que era casado com a Maria Tibéria, que tinha um cancro e sofria de Alzheimer. - Oh! Não me diga nada e então eu, estou cada vez pior, é as varizes do meu marido, agora anda com umas cólicas…

E por aí adiante que nem vale a pena continuar, só nos sabemos queixar. Só sabemos ver o lado mau da vida. (bem, se eu também tivesse reumatismo se calhar também me queixaria.)

Estava hoje a falar com um amigo meu que tem 27 anos, e anda a tentar tirar um curso universitário, é claro que para mim tem um grande valor esse meu amigo, mas ainda vive às custas da mãe. Agora anda muito preocupado e com razão, porque a mãe ainda não recebeu a reforma que devia receber e então nem se pode matricular este ano, porque não tem dinheiro para as propinas; mas e o que é que ele faz enquanto espera que a mãe resolva o problema da reforma? Espera que respondam aos pedidos dele de emprego, onde entregou o curriculum.

Desculpa lá, mas podias ao menos tentar que algum amigo te arranjasse trabalho para pelo menos uns dias e para poderes ter dinheiro até a tua mãe resolver o problema e até poderes voltar a gastar o dinheiro dela.

Agora sentado ao PC …

Esperar sentado, é este o nosso futuro português?

Bem, penso que não, porque também conheço um amigo que anda a tirar um curso universitário, e trabalha ao mesmo tempo. E como ele haverá muitos, graças a Deus. Graças a Deus?

Neste nosso Portugal dos Pequeninos, no outro dia como é sabido Eu, José Mota, rasguei o tendão de Aquiles, o que dá baixa de pelo menos três meses e de gesso, o que fariam a maioria das pessoas, a julgar pelo que fui ouvindo ao longo desses três meses? Claro, adivinhaste, ficavam em casa de baixa; mas como eu não pareço fazer parte da maioria, fui trabalhar logo na segunda-feira, a seguir ao sábado em que me aleijei, cheguei ao pé do Presidente da escola (não sei se já referi isto, mas mesmo que tenha referido, é só para chegar a um outro ponto.) e perguntei-lhe se poderia ir trabalhar, num local que não tivesse que andar muito, pois estava de gesso. O Professor Carlos, pessoa que respeito muito e como pessoa também honesta que é, respondeu logo que sim senhor, que podia ficar na portaria da escola.

Porreiro, assim não é por mim que a função pública tem má imagem.

E então foi caricato no outro dia, eu de gesso e entra na escola um colega funcionário que está de baixa, vai fazer este ano em Novembro 4 anos, por se ter aleijado num joelho lá na escola (diz ele e eu acredito?). Eu com duas muletas e ele com uma; eu com gesso na perna até à anca e ele sem nada, acho que apenas uma ligadura; eu a trabalhar e ele de baixa à 4 anos.

Por dentro deu para me rir. Eu não conseguia conduzir e ele sem carta tinha vindo de carro sozinho; eu estava a trabalhar e ele de baixa; eu ia para casa depois do trabalho e ele ia e vai matar porcos, bois e vacas e ainda os ia e vai desmanchar.

Mas não é ele o culpado, não sei quem é, mas não é ele; bem, se pensarmos bem, ainda sou capaz de ser eu.

Mas não há-de ser por mim, que o nosso Portugal dos Pequeninos será anualmente renovado.

 

Aqui neste meu canto, onde procuro viajar com o pensamento, sinto-me ficar para trás, sinto que perco terreno comparado com aqueles que têm possibilidades de viajar pelo mundo. O pior é que não sei a que se deve esta minha inércia, costumo dizer que é a falta de dinheiro, mas tenho a consciência de que não é só isso, porque há pessoas que se calhar têm tanto com o eu, e que viajam pelo mundo.

Mas será que essas pessoas têm dois filhos como eu e mulher como eu? E se realmente há pessoas que ganham tanto como eu e fazem viagens pelo mundo, será que levam as suas famílias? Com 525 euros por mês eu, e 350 euros a Lena, e dois filhos, será que há assim muita gente a viajar pelo mundo?

Bem sei que poderia ir ali a Bragança, ou ao Gerês, mas fico-me por aqui sentado à frente deste computador, viajando pela Internet e pelas minhas ideias, tentando não ficar para trás.

Só que eu queria pisar a terra, sentir o cheiro, ouvir os ruídos doutras paragens, navegar na minha canoa outros rios; mas na companhia da minha querida esposa e queridos filhos.

Mas outros tempos virão, trazer-me essa outra felicidade, a mim e aos meus. Um dia...

 

José MOTA

 

 

Caso Maddie, o caso do século

A família McCann veio como tantas outras famílias passar ao nosso país as merecidas férias, mas passou do anonimato para as primeiras páginas dos jornais.

Na noite de 3 de maio, a filha mais velha do casal, Maddie, desapareceu sem deixar rasto. Até hoje não se sabe se foi raptada ou assassinada, existe um mistério sobre este desaparecimento.

Em agosto, processo foi arquivado por falta de provas, pois o Ministério Público dá como inconclusivo todo o processo, não podendo provar se a criança foi assassinada ou raptada.

Não existe ninguém que não tenha lido ou ouvido algo sobre este caso e que tenha criado as suas ideias e que tenha alguma opinião sobre o que pode ter acontecido à pequena Maddie.

Após ter sido comunicado o arquivamento do processo, e a desilusão geral de não se saber o que realmente aconteceu a menina, o processo passou a ser publico à pouco tempo. A esperança é que surjam novas provas para que possamos tentar saber o que realmente aconteceu.

Durante o processo diversas pessoas foram suspeitas, os pais, os amigos dos pais, e Murat, entre outros. Robert Murat, com o caso, vai ter um lucro de cerca de 757 mil euros (600 mil libras) dos jornais britânicos por notícias difamatórias e falsas, bem como um pedido oficial de desculpas.

Quanto ao casal McCann não vai ser acusado de nenhum crime, apesar de terem deixado os filhos no quarto sozinhos e terem saído, e apesar de, como já foi noticia, darem tranquilizantes aos filhos. Tudo indica um certo desmazelo por parte dos McCann perante os filhos. E só depois se preocuparam em arranjar uma ama para os outros filhos. Porque não a contrataram mal chegaram ao país, visto que o adiamento turístico possuía uma equipa de amas ?! Fica sempre a dúvida.

Será que Maddie foi raptada? Ou terá sido assassinada? E por quem? Terão ou não os pais algo a ver com o desaparecimento? Cada pessoa é livre de pensar e formar a sua opinião! Qual é a sua ? Mas a verdade é que tão cedo não saberemos o que aconteceu na praia da Luz na noite de 3 de maio.

Sofia Figueiredo

 

 

Estado perdeu desta vez ...

Casa Pia é um processo que dura à anos , e pelos vistos irá continuar  a durar … Processo esse que teve inicio em maio de 2003 e com um fim marcado para um “talvez um dia”, quem sabe quando terá fim !

O escândalo casa Pia ficou conhecido em 2002 quando um jovem decidiu dar uma entrevista e contar como foi vítima de abusos sexuais, entre outros pormenores escandalosos que as pessoas nunca pensaram em ouvir.

A  cada dia que passava iam aparecendo novos nomes, novos processos, novas investigações. Cada uma a apontar para vários crimes de pedofilia.  Nomes como Carlos Silvino (ex- funcionário da Casa Pia); Herman José, Carlos Cruz (ambos apresentadores de televisão); Francisco Alves (arqueólogo); Ferreira Diniz (antigo médico da Casa Pia); Paulo Pedroso; o Embaixador Jorge Ritto, entra outros nomes. Porém quando o julgamento deu inicio em 2004, os arguidos que foram presentes em tribunal foram Carlos Silvino, Carlos Cruz, Jorge Ritto, Ferreira Diniz, Manuel Abrantes, Hugo Marçal e Gertrudes Nunes. Todos eles se dizem inocentes e a lutar para que nada se prove, o que realmente aconteceu não se sabe ... Mas será que alguém um dia irá esquecer este escândalo?

Nos últimos dias o processo Casa Pia voltou a ser falado, pois o Dr. Paulo Pedroso processou o Estado português por ter sido preso ilegalmente e por ter sido mantido detido por cerca de quatro meses e meio. Ao fim de algum tempo na barra dos tribunais , a sentença foi tornada pública. Paulo Pedroso pedia uma indemnização de cerca de 600 mil euros, mas a Juíza achou que o Estado tinha culpa, mas que só seria responsabilizado a pagar uma indemnização de cerca de 100 mil euros. O Ministério da Justiça fez saber através do seu porta-voz que a decisão de recorrer da decisão do tribunal é da responsabilidade da Procuradoria - Geral da República.

Apesar de ter sido o Estado dado como culpado por prisão irregular de Paulo Pedroso, em dezembro foi acusado formalmente de 23 crimes de abuso sexual de menores. Porém, em maio, a Juíza decidiu que ele não iria a tribunal. Porque será ? Nunca provaram que ele está inocente?!

Miguel Matias, advogado das vítimas, está com a esperança que o Ministério Público recorra da decisão cível.

A única coisa que apraz dizer é que cada vez temos um Estado mais pobre e que com erros como estes , prisão irregular, e indemnizações de montastes, ainda ficamos pior. E, na realidade, quem irá pagar novamente a factura é o povo ! Vamos de mal a pior a cada dia que vai passando. Onde vamos parar ?

Sofia FigueiredoLoading...

 

 

Net e alguns serviços !

A nova geração vai crescendo e cada vez mais agarradas as novas tecnologias ... De dia para dia podemos verificar que os computadores estão cada vez mais sofisticados bem como os restantes bens electrónicos.

A evolução leva a que a Internet seja cada vez mais usada, de dia para dia até os suportes da internet são mais fáceis, agora temos as placas móveis. Cada pessoa tem uma facilidade de acesso a internet para se poder comunicar. A Internet passou a ser utilizada de um modo muito grande e gradual, se bem que actualmente é raro quem não tem acesso à internet, ou não possua um E-mail, e não faça consultas pela Net.

O Messenger e o Hi 5 são duas das coisas mais utilizadas pelos jovens de hoje em dia. Pois são eles que permitem a facilidade de comunicação. Cada um de uma maneira diferente, ora vejamos ... O Messenger permite – nos falar com pessoas que vamos aceitando e vamos acabando por dar uma utilidade pessoal, dá para falar e ouvir… O Hi 5 é um pouco diferente, pois são páginas pessoais e que algumas pessoas podem visualizar e saber as coisas que têm acontecido, ver fotos, e coisas que se vão passando com os amigos. As salas de chat ou conversação podem ser encaradas como locais onde todos podemos conversar sobre diversos assuntos. Daí termos salas com temas.  Cada pessoa sabe o que quer transmitir de si, e o que quer que todos os outros possam saber. Este é o caso em que se tem de ter mais cuidado, pois quer o Messenger quer o Hi 5 só entra quem nós deixarmos, e quem conhece-nos, os chats não, pois podemos falar com pessoas que não conhecemos nem sabemos quem são ….

Mas apesar de ser a parte mais preocupante não deixa de ser utilizado. Temos de ter cuidado uns com os outros. Temos de continuar a usar e a abusar da Net mas com cuidado ! Continuar a teclar para descobrir novas coisas é uma sensação óptima mas cuidado com os perigos !

E tu usas a Net ? Para quê? Para navegar, namorar, teclar, ou apenas para ver o Email ?!

Usa e abusa da Net mas cuidado com o fundamento com que a usas!

Boas navegações !

 

                                                                                              Sofia Figueiredo

 

 

People News        

Chronique réalisée par

Karine Lima, présentatrice TV

 

BEAUTE : Andreia Rodrigues représente le Portugal  

 

La sublime lusitanienne Andreia Rodrigues, âgée de 23 ans, a plus d'une corde à son arc. Mannequin et présentatrice à la télévision portugaise, la belle plante concentre 1 mètres 77 de charme et de chaleur méditerranéenne. A l'occasion de sa victoire à l'élection de Miss Portugal 2008, elle fait la couverture de l'édition portugaise du magazine Maxmen.

Sur plusieurs pages, la belle brune se dévoile et nous fait chavirer.

Nous aurons sans aucun doute l'occasion d'en reparler très vite, puisqu'elle va concourir le 4 octobre prochain, lors de l'élection de Miss Monde qui se tiendra à Kiev, en Ukraine, où elle représentera le Portugal.

Qu'en pensez-vous ? Elle a de réelles chances de l'emporter, non ?

 

GASTRONOMIE : les escargots, amuse-gueule préféré des portugais 

 

 

 

"Há caracois". L'inscription, qui trône en bonne place sur la devanture de nombreux cafés et bistrots portugais pendant l'été, signale la présence au menu d'escargots, l'amuse-gueule préféré des portugais.

Si les escargots étaient ramassés jusqu'à il y a quelques années au Portugal, aujourd'hui ils sont importés en très grande majorité du Maroc, mais également d'Espagne, de Turquie et de Bulgarie.

"Il y a quelques années encore, on en trouvait beaucoup au Portugal, notamment en Algarve. Mais la demande n'a cessé d'augmenter si bien qu'il devient de plus en plus difficile d'en trouver au Portugal", indique M. Caetano, surnommé "le Roi de l'escargot", propriétaire de plusieurs sociétés dans le secteur.

Ses sociétés, implantées au Portugal et au Maroc, emploient une quarantaine de personnes et font un chiffre d'affaire annuel de plus d'un million d'euros. Les portugais consomment tous les ans près de 42 millions de petits escargots.

À partir de la fin août, le mollusque préféré des portugais se fait rare, signe que l'été touche à sa fin. Les portugais devront attendre le mois d'avril pour les déguster à nouveau aux terrasses des cafés !

CINEMA : Christophe Colomb, l’énigme, le film de Manoel De Oliveira 

Le film     

 

                                                                                                                               

Christophe Colomb, italien ou portugais ? Le réalisateur-acteur portugais, Manoel de Oliveira, mène l’enquête dans ce film, sorti en septembre dans les salles de cinéma. Des siècles de recherche n'ont pas permis de le déterminer avec certitude et Oliveira ne prétend pas départager les historiens ni réaliser un film biographique. Il s'est en fait intéressé à l'itinéraire d'un couple de portugais émigrés aux Etats Unis, Manuel Luciano da Silva et son épouse Silvia, qui ont consacré près de 50 ans de leur vie à démontrer, selon eux, que "Christophe Colomb était portugais"…

Vous retrouverez, dans ce film, les acteurs Ricardo Trepa, Leonor Baldaque et même Manoel de Oliveira. A ne manquer sous aucun prétexte !

Manoel de Oliveira

 

 

Il débute sa carrière par des documentaires d'avant-garde et produit en marge de l'industrie officielle, dans des conditions souvent difficiles. Entamant après la fin de la dictature Salazar durant les années 70 un rythme de réalisation plus régulier, il est actuellement le réalisateur en activité le plus âgé au monde et le seul à avoir commencé sa carrière avec le cinéma muet. Il reçoit lors du Festival de Cannes 2008 sa première Palme d'or pour l'ensemble de son œuvre, l'année de ses 100 ans. 

 

 

Aurélien Duarte : « Je ne vis pas de ma passion mais je vis ma passion »

Capverdien d’origine, Aurélien Duarte n’a jamais trempé ses pieds dans les eaux turquoise de ce somptueux archipel situé au large du Sénégal. Féru de sport, cet athlète aurait pu devenir un champion de basket ou de karaté mais c’est vers la boxe, en particulier le kick boxing et le muay thaï, que cet as du combat s’est tourné. Des disciplines méconnues du grand public qu’Aurélien n’a jamais cessé de défendre. Pour Vida Lusa, l’oncle de Stomy Bugsy a retiré son équipement afin de nous recevoir et nous raconter son parcours. Le parcours d’un champion où les maîtres mots sont honneur et respect. Entretien.

Vida Lusa : Aurélien Duarte, vous êtes d’origine capverdienne mais vous êtes né au Sénégal…

Aurélien Duarte : Ma mère est née au Cap-Vert puis elle a longtemps vécu à Dakar. Je suis donc né au Sénégal puis je suis arrivé en France à l’âge de 3 ans. Au Cap-Vert, la situation était encore plus précaire qu’à Dakar avec encore moins de travail. La première marche avant de partir vers l’Europe vers les années 70, c’était le Sénégal car c’est le pays le plus proche. Il y a une grosse communauté capverdienne là-bas puisque c’est situé sur la même latitude.

Vous avez donc grandi avec beaucoup de capverdiens autour de vous ?

Ah oui, toujours ! De plus quand mon père est arrivé en France, il avait 28 enfants donc des capverdiens autour de moi ce n’est pas ce qui manque !

On parle donc beaucoup le portugais dans votre entourage ?         

Oui, ça parle créole. Ça ressemble. Par contre, je ne parle pas beaucoup le créole car il y a eu un phénomène de tentative de « dé-racinage » par le gouvernement français, en voyant arriver cette grosse masse d’immigrés. Je me rappelle encore des professeurs qui nous disaient : « ne parlez pas votre langue à la maison parce que ça va retarder l’apprentissage du français » et cela dans les années 70. Alors soit je me dis qu’ils ne savaient pas et ils pensaient que ça allait nous perturber alors qu’on sait pertinemment qu’un enfant de six ans peut parler plusieurs langues. Quand j’avais 3 ans à Dakar, tout ce que je disais en français, je le disais en créole et en wolof. Je parlais trois langues. Arrivé en France, ma mère a rencontré un espagnol qui n’avait pas été à l’école ni rien et il interdisait à ma mère de parler ma langue donc aujourd’hui je la comprends mais je la parle très très mal. Je peux parler en anglais, en espagnol, en italien, quand je fais des stages en Yougoslavie, je peux bafouiller certaines langues mais je ne peux pas bafouiller le créole. Je ne veux pas le bafouiller. D’ailleurs, je suis un peu la risée de ma famille…

Vous n’avez jamais eu l’opportunité de l’apprendre ?                    

Non mais je m’y mets de plus en plus car ma fille est très friande. Elle me demande et elle écoute des chansons. On va sur les sites tous les deux et on traduit les musiques. On va souvent sur le site de Mindelo (2 ème ville du pays).

Vous allez au Cap-Vert de temps à autres ?

Je n’y suis jamais allé, ni même pour les vacances ! Je n’ai pas beaucoup de temps libre. Je ne vis pas de ma passion, je vis ma passion et ça prend beaucoup de temps. La boxe ne m’a jamais payé ma vie mais ça m’a mis du beurre dans les épinards donc à côté de ça, je travaille énormément. Cet été, j’ai eu quinze jours de vacances après deux ans de boulot non stop. Officiellement je travaille à la ville de Villejuif (94) où je suis détaché aux sports ; je donne également des cours sur deux autres villes d’Ile de France donc je travaille tous les soirs et puis tous les jours pour mon entraînement personnel, toutes les vacances scolaires sur d’autres villes donc je suis tout le temps pris.

Vous avez pourtant arrêté la compétition cette année…

Oui c’est terminé à cause de l’âge et puis à un moment donné il faut arrêter. Après 120 combats, j’ai effectué le tour du monde je ne sais combien de fois, j’ai affronté les plus grands partout, donc à un moment, le corps a du mal à encaisser les coups. Les footballeurs, eux, ils arrêtent à 32 ans et j’en ai 38 !

Vous gardez malgré tout des liens avec le Cap-vert ?

J’œuvre, je fais des dons et des actions pour une association capverdienne. On envoie du matériel scolaire et on a prévu d’aller au Cap-Vert avec Stomy mais à chaque fois nos dates ne correspondent pas. Comme je n’ai pas d’agent ou d’assistant, je gère tout de A à Z et ce n’est pas évident de trouver du temps.

 

« Dès que Stomy Bugsy m’a vu lors de son concert, il s’est arrêté de chanter car il a cru voir son père »

 

Stomy Bugsy est votre neveu. Comment l’avez-vous rencontré ?

Mon père a fait officiellement 28 enfants mais officieusement je crois qu’il en a fait plus avec beaucoup de femmes différentes qui étaient des rivales. D’ailleurs, il y en a à Lisbonne, à Rotterdam, à Boston, en Italie, en Espagne, à Paris et il y en a même que je n’ai toujours pas rencontré encore. Moi, au début des années 90, la deuxième vague du hip hop et du rap en France, je commençais à écouter du rap avec le Ministère A.M.E.R, NTM, etc.. J’ai vu qu’ils commençaient à dédicacer des titres à la famille Duarte et Gilles Duarte ; et sans voir qu’il me ressemblait physiquement, je voyais un truc alors que je n’avais pas d’image de mon père. D’ailleurs, quand j’ai eu 13 ans, j’ai appris que j’avais un demi-frère et j’étais très étonné.

Puis un jour, un journaliste qui me suivait sur un reportage photo travaillait aussi avec Stomy et il me dit : « il y a Stomy qui est en concert à la Cigale, peut-être que tu le connais ». Quand je suis rentré dans la salle, Stomy m’a vu et il s’arrête de chanter car il a cru voir entrer son père. En fait, Stomy c’est mon neveu. On se ressemble tous dans la famille, on est taillés de la même manière. D’ailleurs, j’ai appris que mon père a fait de la boxe alors que j’en faisais moi-même. Quand on a parlé de sa famille, il m’a demandé qui était mon père, je lui ai répondu : Pedro Duarte. Il m’a répondu : Pipi ! Mais c’est mon grand-père !  J’ai ensuite appelé ma mère qui m’a confirmée que Gilles Duarte était bel et bien mon neveu.

Une belle histoire alors qu’il n’est pourtant pas beaucoup plus jeune que vous !

Il a 35 ans mais moi j’ai des neveux qui sont beaucoup plus âgés que moi du fait que ma mère m’a eu à 40 ans. C’est un peu le bordel notre famille !

Vous vous voyez souvent avec Gilles ?

A chaque fois que je combats, il vient me voir mais comme je boxe de moins en moins, on ne se voit plus trop et quand lui il chante, je vais à ses concerts mais lui aussi chante de moins en moins et il est encore plus désorganisé que moi !

Il a également fait de la boxe ?

Il a fait quelques combats en boxe anglaise, il s’est même entraîné sérieusement mais à un moment, comme il le dit lui-même il a eu l’appel des femmes et comme en France il n’y avait pas de perspectives dans ce sport, il a arrêté. Si j’ai continué dans ce sport c’est parce que j’ai fais des petits boulots à côté : travail de nuit, centres aérés, j’ai donné des cours, fait de la sécurité…

Pour un palmarès assez impressionnant !

J’ai eu 4 titres de champions de France, 3 titres de champion d’Europe et 7 titres de champion du monde en kick boxing et en boxe thaïlandaise principalement. J’ai juste été champion du monde une fois en karaté sur ring, c’est de la boxe thaï en kimono.

Justement, quelle est la différence entre le kick boxing et la boxe thaïlandaise ?

Le kick boxing c’est l’équivalent de la boxe française, c’est le pied-poing. Le muay thaï c’est la même chose avec en plus les saisies, donc tu peux saisir les membres en attrapant une jambe ou un bras. On a le droit aux coups de coude, aux coups de genoux et aux projections.

 Vous vous entraînez souvent avec Stomy ?

On s’est entraînés plusieurs fois pour des séances photos puis même pour le fun, quand il prépare des films ou quand il se laisse un peu aller mais il est assez consciencieux puis comme moi il a une très bonne base.

Vous le maîtrisez sans problème le neveu ?

Bah oui bien sûr ! (rires) Lui, il est chanteur et je suis sportif. Chacun son métier !

Ah oui ? Vous ne chantez jamais sous la douche ?

Il ne vaut mieux pas car sinon l’eau s’arrête de couler (rires). J’adore le rap mais ce n’est pas parce que tu aimes qu’il faille chanter. J’ai trop de respect pour la musique pour me permettre de chanter !

 

« Le muay thaï est une discipline géniale où l’on peut s’exprimer, se défouler, apprendre à se défendre ou simplement passer un bon moment ! »

 

 Revenons au muay thaï. En France, ce sport reste assez marginal…

Oui c’est le paradoxe. C’est en voie de développement depuis 30 ans. Il y a un gros engouement, c’est une discipline fantastique, on l’a banalisé, on l’a mis à l’accès des jeunes, des femmes, du tout public. C’est une discipline géniale où l’on peut s’exprimer, se défouler, apprendre à se défendre ou simplement passer un bon moment. Ça nous rapproche de certaines valeurs que l’on a tendance à oublier  comme beaucoup de sports de combat et d’arts martiaux. Mais je pense que durant trop longtemps on a pêché au niveau des instances fédérales et gouvernementales qui n’en avait rien à faire de nous, puis on a été dirigés par des bras cassés qui ne savaient pas s’adresser aux ministres, à toutes les personnes qui gèrent et qui légifère sur le sport. On a pêché à ce niveau-là et on ne fait que récolter les fruits de ces incompétents.

Même les médias ne vous accordent que très peu d’importance finalement.

Il n’y a que Canal+ de temps en temps et même sur internet avec le K1 etc… il y a un gros mouvement à l’étranger. Hors de nos frontières, les français sont très bien côtés mais en France il n’y a que le foot, le tennis, maintenant le rugby donc la France n’est pas un pays qui s’ouvre aux disciplines nouvelles. Pourtant, on doit être un total de 80 000 pratiquants lorsque l’on combine tous les sports de combat, donc ce n’est pas rien ! Mais c’est divisé… Chacun son esprit de clocher, chacun prêche pour sa discipline même si chaque année ça se regroupe peu à peu. Tout ce que moi je fais, c’est faire transpirer les gens dans la salle et je donne une bonne image du muay thaï, après si les mecs au-dessus ne font pas leur boulot, et là apparemment en ce moment ils le font, ils œuvrent dans le bon sens et j’espère que ça va continuer.

C’est un sport qui se développe finalement ?

Ça se développe mais il faut que l’on est une visibilité et de la crédibilité au niveau juridique et administratif. On a été géré par des gens qui n’avaient pas les moyens, ni le bon carnet d’adresse et on a longtemps véhiculé une image de sport de banlieue, de voyou… C’est fini depuis très longtemps mais les réputations ont la vie dure en France. Il y a encore des gens qui me demandent : « c’est vrai qu’il faut se faire casser le nez ? » Je leur réponds ironiquement : « Oui, oui ! Si vous voulez je vous le fais tout de suite ! C’est offert par la maison Madame. » Désormais, on tend à développer ce sport à d’autres personnes. Dans ma salle, j’ai des femmes, des actifs, des professions libérales, des mères de famille, j’ai de tout ! Après, c’est vrai que les sports de combat ont toujours attiré les jeunes des quartiers les plus défavorisés parce qu’on était voué à la compétition. Maintenant, on a compris que cela pouvait être une super pratique de loisirs si on adapte l’enseignement. Pour les pratiquants, on préserve les coups, leur intégrité physique et lorsque j’entraîne un compétiteur, ce n’est plus la même chose ! Dans ma salle à Châtillon (92), on travaille le haut et le bas du corps, la fluidité, la motricité, le renforcement musculaire, le gainage,  la confiance en soi… Allez me trouver une discipline on l’on trouve tout ça !

Qu’est-ce qui motivent ces personnes à venir dans la salle ?

Avec moi, les gens ne peuvent pas tricher. Ils apprennent à connaître leurs limites et puis je suis là pour les pousser, tirer le meilleur d’eux-mêmes, les motiver et pendant deux heures, ils se libèrent la tête de tous les tracas quotidiens. Quand ils rentrent à la maison, ils ont le sourire… bon, avec un peu de courbatures mais c’est le signe du travail ! Tous les ans, je fais le plein et je n’ai même plus assez de place pour les accueillir tous. Chaque jour, j’ai des chefs d’entreprise, des ouvriers, des employés qui sont là au garde à vous et qui viennent se nourrir de ce que je vais leur rapporter et moi je me nourris de l’attention qu’ils me donnent, du bonheur et du plaisir que je vois dans leurs yeux. Donc c’est un super échange ! Je ne gagne pas forcément beaucoup d’argent, je n’ai pas forcément la maison de mes rêves mais je vis de ma passion.

Lors de notre prochain numéro, on aura l’occasion de rencontrer Stomy. Un petit message pour le petit neveu et à nos lecteurs ?

Oui espèce de crapule, rappelle-moi dès que possible !

Je passe également un grand bonjour à la communauté portugaise et capverdienne de France et du monde entier et je vous dis à bientôt pour mon jubilé au mois de juin prochain.

 

Propos recueillis par André Figueiras.

 

 

 

 

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