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Parece mentira, mas é verdade! |
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O
vosso jornal Encontro vai festejar 30 anos ao serviço da Comunidade
Portuguesa em França e na Europa. É
uma alegria festejar o “ANIVERSÁRIO DOS 30 ANOS DO ENCONTRO”! É
uma satisfação, antes de mais, por ser o fundador de um jornal
que viveu primeiro na clandestinidade e que, desde 1976, é reconhecido
pelas autoridades francesas e portuguesas. Devo confessar que, muitos
dos que hoje dizem que o Encontro é um grande jornal, não acreditaram
nele e em 1976 profetizavam até o nosso desaparecimento ao fim de três
meses! Vaticinar
é fácil, acertar no prognóstico é mais difícil! Já
lá vão trinta anos, o tempo passa sem darmos por ele! Esperamos
apagar as velas dos trinta anos em Outubro. Como republicano e democrata
desde miúdo, comemorar os 96 anos da implantação da República em
Portugal, a 5 de Outubro de 1910, simultaneamente com os nossos trinta
anos de existência, será um momento histórico. E
será também um agradecimento ao Director-Adjunto, António de Morais
Cardoso, que desde 1994 ocupa este lugar e que amanhã saberá
continuar, como director, com o nosso, vosso, Encontro. É
graças ao seu trabalho e dedicação que podemos festejar os trinta
anos de existência como o jornal mais antigo da comunidade portuguesa. Não
podia deixar de lembrar certas datas históricas do Encontro. Na
comemoração do meu aniversário, em Oliveira de Azeméis, a 3 de junho
de 1995, o António Cardoso, em representação do Encontro nos 25 anos
de “A voz de Azeméis” e nos 7 da revista “Portugal”, recebeu o
troféu “Prestígio e dedicação” com que o Encontro foi premiado,
por Aníbal Araújo. Nessa
mesma ocasião, o nome do vosso amigo, como Director do Encontro das
Comunidades Portuguesas, foi homenageado com o diploma de prestígio,
como jornalista isento mas sempre em defesa da Comunidade Portuguesa e
dos emigrantes em França. Em
Setembro de 1995, o Governo português reconheceu também a missão
exercida pelo Encontro. O professor Aníbal Cavaco Silva, Primeiro
Ministro de então, em cerimónia muita concorrida no Palácio da Foz,
em Lisboa, elogiou a “imprensa regional”, sem esquecer a da emigração
e o Encontro das Comunidades Portuguesas. Este vosso jornal foi aliás
uma das publicações contempladas com o diploma de honra, que foi
entregue ao vosso amigo fundador por Cavaco Silva, que, em jeito de
despedida, sublinharia: “quero também prestar a minha homenagem àqueles
que, com dedicação pessoal, com muita carolice, consagram o melhor do
seu trabalho, o melhor dos suas dias e, em alguns casos, o melhor da sua
vida à imprensa da emigração”, como é o caso do Encontro, jornal
da emigração em França. Para
mim e para o António Cardoso, presente nesta cerimónia, foi um triunfo
que jamais esqueceremos. Estou
confiante que podemos ganhar o nosso desafio. Mas sem a vossa ajuda,
amigos leitores e anunciantes, não podemos fazer milagres! Sem
leitores, sem assinantes, sem anunciantes, não existem jornais, mas páginas
escritas com um nome. Nós,
somos nós; os outros, são quem são! Não
vou aqui, em dia de festa, criticar quem trabalha, quando o fazem com o
pensamento de servir sem se servirem para fins pessoais de promoção.
Este não é o nosso lema, e não o será no futuro! Estarei
à frente do nosso, vosso jornal, enquanto me sentir intelectualmente
bem, com reflexos e jovem! A idade para mim não conta! Quando se tem um
espírito jovem e brincalhão temos sempre vinte anos! Mas
saberei terminar e passar testemunho da continuidade ao meu amigo e
herdeiro, António de Morais
Cardoso. O jornal Encontro, tem sido cobiçado, atacado, mas nunca
vencido até à data (amanha só Deus sabe!) Mas
tenho confiança na juventude e vontade de vencer do meu “Tony”,
como eu chamo ao Director-Adjunto. Será
magnânime encontrarmo-nos juntos nos “Trinta anos - Trinta velas”
do projecto de futuro de um grande jornal Encontro.
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