Direito à livre circulação e residência dos cidadãos da União Europeia
O
Parlamento Europeu aprovou recentemente uma Resolução de residência dos cidadãos
da União Europeia e membros das suas famílias no território dos Estados –
membros.
O
Grupo da Esquerda Unitária, no qual estão inseridos os deputados comunistas
portugueses, votaram favoravelmente este documento.
A
deputada do PCP, Ilda Figueiredo, fez a seguinte declaração de voto :
“É positivo que se melhore a situação dos cidadãos da União Europeia que
se pretendem estabelecer num outro país membro da União, designadamente
reduzindo a burocracia que actualmente ainda prolifera.
Com
base na proposta de Directiva que a Comissão Europeia propôs, passa a ser possível
a um cidadão da EU permanecer no território de outro Estado membro, isento do
cumprimento de qualquer formalidade, pelo período de seis meses, e não apenas
três meses como até agora. Para permanências superiores a seis meses, se o
cidadão da União for uma pessoa activa deve simplesmente declarar esse facto.
Caso não seja uma pessoa activa, deverá declarar que dispõe
de recursos suficientes, mas cujo montante não pode ser fixado, e de um
seguro de doença durante os primeiros anos de residência.
O
direito de residência permanente após esses quatro anos é a grande novidade
introduzida pela directiva e consiste no facto de tal direito ser reconhecido ao
cidadão europeu e aos membros da sua família. O relatório introduz algumas
melhorias positivas, alargando o conceito de família, eliminando ou
simplificando algumas burocracias, garantindo mais direitos do que os previstos
inicialmente.”
Trabalho:
Sindicalismo favorece crescimento económico, revela um estudo do Banco Mundial
A
presença de sindicatos fortes que negoceiam de forma centralizada com os empresários
favorece o crescimento económico e diminui o desemprego e a desigualdade nos
salários, revela um estudo divulgado pelo Banco Mundial (BM).
“A
coordenação entre os vários parceiros sociais pode promover um melhor clima
de investimento, ao mesmo tempo que assegura uma distribuição mais justa da
produção”, disse Mamphela Ramphele, directora de operações do BM.
O
documento, intitulado “Os sindicatos e a negociação colectiva :Efeitos económicos
num mundo global”, analisa mais de mil estudos sobre o tema em todo o planeta.
A
sua conclusão é a de que os sindicatos não só melhoram as condições de
trabalho dos trabalhadores, como podem contribuir para a saúde económica de um
país.
O
estudo considera ainda que a negociação colectiva centralizada produz “taxas
de desemprego menores e menos persistentes e greves menos frequentes e mais
curtas”.
Quando
os trabalhadores, empresários e governos estabelecem relações formais para a
negociação colectiva, o país pode reagir melhor às dificuldades económicas,
segundo o estudo do Banco Mundial.
Ao
contrário, a presença de muitos sindicatos que não coordenam as suas acções
entre eles dá lugar “frequentemente” a uma inflação mais alta e ao
desemprego.
De
acordo com o documento, o trabalho dos sindicatos beneficia substancialmente os
empregados, que em média recebem mais formação, os seus dias de trabalho são
mais curtos e permanecem mais tempo nos seus empregos que os trabalhadores não
sindicalizados.
Os
salários de filiados em sindicatos são também mais altos. Na maioria dos países
industrializados, a melhoria varia entre os 05 e 10 por cento, e nos Estados
Unidos 15 por cento.
JLP