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- Trabalhadores consulares: a insatisfação continua Junho 03
- Rouen: os portugueses ameaçam congelar o envio de remessas para Portugal Março 03
- Entrou em vigor a nova tabela dos emolumentos consulares Março 03
- Serviços Consulares Portugueses encerraram na região de Paris e em Nantes
  Greve rotativa culminou com concentração dos trabalhadores de Paris
Março 03

- Medalhados de todo o mundo... uni-vos! Fevereiro 03 
- Reestruturação consular contestada Fevereiro 03
- A propos de l'émission de ARTE du 11 juin 2002 : Qui est représenté à l'Assemblée Nationale?
- Comment poser le cas des Portugais de France? Julho/ Agosto 02

 

 

Junho 03
Trabalhadores consulares: a insatisfação continua

Mantém-se pré-aviso de greve a seguir ao feriado de 10 de Junho.
O sindicato que representa o pessoal dos serviços externos do MNE, enviou ao Ministério e outros órgãos a que está obrigado, um pré-aviso de greve para uma paralisação de trabalho nos dias que se seguem ao feriado de 10 de Junho (11, 12 e 13).
O Ministro dos Negócios Estrangeiros nomeou para o seu Gabinete, uma “conciliadora sindical” com a função de “apresentar, até finais de Novembro, um relatório que identifique as questões na origem dos problemas, bem como uma listagem das reivindicações daquele sindicato”.
Nessa ocasião, o pessoal consular manifestou a sua estranheza, pois o próprio Ministro e os mais altos dirigentes do Ministério conhecem na perfeição todas as questões pendentes, que lhes  têm sido remetidas em devido tempo, encontrando-se mesmo presentes para conhecimento público, no site do Sindicato em www.stcde.pt.
Na reunião de trabalho com a Senhora Conciliadora, foi passado em revista grande parte do contencioso pendente.
Porém, dada a caracterização do mandato de que a referida “conciliadora” dispõe, muitos dos problemas só poderão ter resolução rápida pelos serviços competentes do Ministério (e alguns são até de solução bem simples), pelo que não se entende esse arrastamento das soluções por parte dos Dirigentes do Ministério a quem cabe a gestão destas matérias.
Não havendo evolução rápida, mais uma greve, desta vez por três dias, irá decorrer nas Embaixadas, Missões e Consulados de Portugal, na sequência do feriado de 10 de Junho (11, 12 e 13).
Para dar conta da presente situação e prestar aos órgãos de comunicação as informações pertinentes, o Sindicato marcou uma Conferência de Imprensa na sua sede, para a qual se convidaram os/as jornalistas interessados(as).

 

Março 03
Rouen: os portugueses ameaçam congelar o envio
de remessas para Portugal

Caso o Consulado de Rouen seja encerrado, um grupo de portugueses aí residentes, admitiu poder vir a congelar o envio de remessas para Portugal e até boicotar actos eleitorais.
Porém, apesar das críticas e das alternativas que possam existirs, o Governo vai mesmo avançar com a reestruturação consular.
José de Almeida Cesário, Secretário de Estado das Comunidades, declarou que havia necessidade de “ajustar a oferta consular” à actual realidade dos núcleos de portugueses em França, pois o número de actos consulares desceu para sete mil em Rouen e para pouco mais de 3 mil em Reims. Nalguns casos, o secretário de Estado admite abrir consulados honorários nas áreas de França onde está previsto o fecho das estruturas existentes, ou seja, Rouen, Reims, Bayonne e Nancy.
Numa reunião de responsáveis associativos foi denunciada “a falta de cumprimento de promessas eleitorais”, considerando tratar-se de uma medida que os afasta da cidadania. Beatriz Peixoto, da Federação das Associações Portuguesas da Normandia e Picardia (FAPNP), mostrou-se já disposta a renunciar à nacionalidade portuguesa se o fecho do Consulado avançar.
Na zona de Reims está em curso uma campanha de recolha de assinaturas contra o anunciado fecho do Consulado na localidade. O abaixo-assinado acompanha uma petição, dirigida ao Governo português, onde para além de exigir a manutenção do Consulado em Reims aponta outras medidas como a expansão do ensino do português e um maior apoio ao associativismo.
Na zona de Baiona, uma grande campanha e recolha de assinaturas de todos os portugueses e associações desta província, centralizadas pela associação de Oléron Ste Marie, assim como uma carta explicando o sentir de cada um e de todos, dirigida ao Secretário de Estado das Comunidades.

 

Março 03
Entrou em vigor a nova tabela dos emolumentos consulares

O Conselho das Comunidades Portuguesas e algumas estruturas associativas de residentes no estrangeiro, contestam os aumentos dos preços de alguns actos de registo e notariado praticados nos consulados, considerando-os exagerados.
A partir do dia 10 de Outubro, os serviços externos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, passaram a cobrar novas tabelas de preços, justificadas pelo governo como a necessidade de harmonização dos preços praticados com os de actos idênticos realizados em Portugal.
O Secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, considera a aplicação desta nova tabela um acto de justiça, que esta portaria aplica “o princípio de definir custos iguais em Portugal e no estrangeiro” e que “não pode haver tratamento diferente” entre os que residem dentro ou fora do país.
Em resumo : um bilhete de identidade passará a custar 5 euros, um passaporte 43 euros, uma certidão de qualquer registo, 15 euros, uma certidão notarial, fotocópia e respectiva conferência até quatro páginas, 20 euros, um certificado de nacionalidade, 34 euros, a organização de um processo de casamento custará 51 euros, o reconhecimento de cada assinatura, 11 euros e cada escritura com um só acto, 175 euros.
Gratuitos permanecerão actos como a inscrição consular, os assentos de nascimento, óbito, casamento civil ou religioso, a emissão do primeiro bilhete de identidade para menores, a declaração atributiva de nacionalidade e ainda muitos dos actos consulares requeridos por pessoas que provem a sua insuficiência económica.

 

Março 03
Serviços Consulares Portugueses encerraram
na região de Paris e em Nantes
Greve rotativa culminou com concentração dos trabalhadores de Paris

O ponto culminante do processo de luta dos trabalhadores dos Consulados e Embaixadas portuguesas  ocorreu em Paris, onde se terá verificado segundo o sindicato, adesão total à paralisação dos serviços da capital francesa, de Versalhes e de Nogent-sur-Marne, a que se juntou também o Consulado de Nantes por não ter aderido no dia que lhe esteve anteriormente destinado, devido a mudança de instalações.
Terminou assim uma ronda de greves que se estendeu por quatro semanas e tocou todos os postos em todos países onde Portugal está representado com Embaixadas, Missões e Consulados.
Um numeroso grupo de trabalhadores de Paris concentrou-se à porta do Consulado-Geral na capital francesa onde deu conta do seu descontentamento perante a comunicação social presente e fez o balanço deste processo de luta.
“Se o MNE não mudar muito rapidamente a atitude que vem mantendo, os trabalhadores irão encarar o prosseguimento da sua luta, o que poderá passar por novas greves noutros moldes, com paralisação simultânea por mais que um dia”, diz o comunicado do Sindicato dos Trabalhadores Consulares.

 

Fevereiro 03 
Medalhados de todo o mundo... uni-vos!

Criada há uns tempos, há agora uma Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas. Parece ser da competência do Secretário de Estado das Comunidades atribuir esse galardão a quantos, de uma ou doutra forma, trabalham para as comunidades e com as comunidades. Bem ou mal, a medalha existe e a medalha... vai sendo distribuída por todo o mundo. Ainda agora, no Canadá, quando da última visita de José Cesário, ficaram umas quantas. Se juntarmos as que, decerto, se distribuíram na Venezuela... a bagagem do Secretário de Estado das Comunidades foi mais leve para Portugal.
E se a bagagem vai mais leve... deixa nas comunidades, mais “desafios”. Ficarão mais “obrigações” de trabalho comunitário. Muitas mais razões de luta... para prosseguir tarefas pelas quais os que receberam as medalhas foram louvados.
Assim... medalhados de todo o mundo... uni-vos!
Seria importante que os que receberam as medalhas pelo bom trabalho associativo continuassem a levantar a bandeira das colectividades, a conseguir mais sessões de Cultura, mais Bibliotecas, melhores direcções e mais aderência dos jovens. Os que receberam o galardão pela sua actividade na Informação terão agora de reforçar actividade por forma a que a Informação seja melhor e mais cuidada, que não envergonhe ninguém, que perpetue o nome de Portugal pelas quatro partidas do mundo. Os que foram distinguidos pela actividade empresarial... que continuem a pugnar por que haja mais e melhores trocas comerciais entre ambos os países, melhores e mais destacadas empresas industriais, melhor cuidado para acautelar o futuro da comunidade através dos Jovens.
Medalhados de todo o mundo... uni-vos! Haveriam de fazer um poderoso exército de pressão. A lembrar ao Governo - a este e aos que lhe sucederem - que o trabalho desenvolvido foi, muitas vezes, em prol de coisas reais que nem sempre têm o apoio de ninguém. Que é preciso afinal levantar a voz e exigir - também em nome dessas medalhas - que os poderes públicos a fazer ainda melhor.
Seria o exército da boa vontade. Da boa missão. Dos projectos válidos que todos haveriam de querer levar a bom termo. Esse “exército” existe e só falta que ele se disponha - em todo o mundo - a trabalhar ainda mais...
Quem estas linhas traça... foi um dos galardoados com a medalha de mérito das Comunidades, nesta última visita do secretário de Estado das Comunidades. Quando se apercebeu de que isso iria acontecer... tentou tudo para evitar a ideia. Até porque as comunidades, no seu todo, essas sim, é que merecem os galardões. Bateu o pé e barafustou. Meteu “cunhas” de toda a ordem - incluindo diplomáticas - para que não fosse avante a entrega.
Só que, na cerimónia, o próprio secretário de Estado diria, para quem quis ouvir, que ia atribuir a medalha a um “teimoso... que a quereria recusar”. Insistia, disse, porque era “mais teimoso... que o teimoso” . E dava-lha, sabendo que o próprio recipiente... o tem criticado nos órgãos de Informação para os quais escreve. E mesmo por isso...
A medalha foi assim aceite. Mas, de facto, com a ideia - explícita desde logo - que seria mais merecida pela comunidade “à la large...”
E assim... enfileirámos na já grande lista de medalhados. Que deveriam unir-se para exigir mais coisas para as comunidades. Sobretudo coisas que são capazes, até de não custar dinheiro. Por isso... medalhados de todo o mundo... uni-vos!

Fernando Cruz Gomes

 

Fevereiro 03
Reestruturação consular contestada

As nossas caixas de correio tradicionais continuam repletas de... publicidade. Com as novas, as dos computadores está já a acontecer a mesma coisa.
São centenas de mails que chegam diariamente à nossa redacção e ocupam grande parte do nosso tempo.
Entre a publicidade à informática, à pornografia, as cartas abertas a responsáveis políticos e os virus que alguns malandros enviam, temos de seleccionar os assuntos que podem interessar realmente os nossos compatriotas.
Este mês pareceu-nos importante dar destaque a uma carta aberta de Carlos Pereira, Membro do Conselho das Comunidades Portuguesas (França), por duas razões principais:
A reestruturação consular diz respeito a todos e pensamos que a experiência de trabalho de Carlos Pereira com a comunidade em França, nomeadamente na CCPF, credibiliza as opiniões que emite. Seguidamente, julgamos que a análise que faz da recente actuação do Secretário de Estado das Comunidades em relação a este assuntos que preocupa os portugueses expatriados é pertinente e, merece reflexão.
Aqui ficam alguns extratos:

Exmo Senhor Secretário de Estado,
“A Reestruturação Consular é um tema que V. Exa anunciou imediatamente depois da sua nomeação para o posto que actualmente ocupa. Nas reuniões que organizou em Paris com os membros do CCP e nas quais participei, V. Exa anunciava que estava a preparar a dita Reestruturação. V. Exa lembra-se certamente que eu próprio lhe solicitei mais informações e reagi face à ausência de comunicação entre o Secretário de Estado e os Conselheiros”.
...“achei que V. Exa fez muito bem em auscultar a totalidade dos Conselheiros e não se ficar só pela opinião dos membros do Conselho Permanente, com quem também não tenho qualquer contacto, e não fariam mais do que dar as suas opiniões pessoais respectivas. Parabéns pois Senhor Secretário de Estado”.
“Confesso que não percebi a “urgência” com que V. Exa solicitava a resposta dos Conselheiros. Só a percebi mais tarde, quando V. Exa convocou uma Conferência de Imprensa no dia 23 de Dezembro para anunciar o fecho de 7 Consulados de Portugal. Com todo o respeito que tenho por V. Exa, deixe-me dizer-lhe que nunca se convoca uma Conferência de Imprensa nas vésperas de Natal. Sobretudo para se anunciar um assunto tão sério como este”.
...“permita-me dizer-lhe que, contráriamente ao que diz no fax que me enviou, V. Exa não pretende de maneira nenhuma, com esta atitude, “valorizar o CCP”. Pelo contrário, V. Exa mostrou que não necessita da opinião dos membros eleitos do Conselho para tomar uma qualquer decisão. E é pena que assim seja”!
...“não me parece que seja necessário fechar Postos Consulares para se Reestruturar a rede dos Consulados espalhados pelo mundo. Por um lado porque V. Exa ainda não publicou números sobre cada um dos postos consulares que agora fecha; por outro lado os serviços públicos não se medem por actos consulares”.
...“os Portugueses residentes no estrangeiro estão fartos (permita-me a expressão) de sofrerem com os cortes orçamentais. As associações no estrangeiro já não são apoiadas porque não há financiamentos, os bilhetes de identidade demoram anos a fazer porque não há meios para pagar aos funcionários que os fazem, fecham-se escolas porque não se pode pagar a professores e agora fecham-se Consulados porque não são “rentáveis”. Desculpe-me pois que discorde de V. Exa”.
“Se o problema financeiro é real, não compreendo que o Ministério de V. Exa tenha de enviar de Portugal para França, com os custos que tal acarreta, um Conselheiro Social, um Conselheiro Cultural, um Adido de Imprensa, uma Coordenadora de Ensino, um Delegado do ICEP, para exercerem funções na Embaixada de Portugal em Paris. V. Exa já analizou as reduções orçamentais que faria em recrutar estas pessoas em França? Ou os discursos eligiosos do Senhor Primeiro Ministro quando se refere aos Portugueses de sucesso em França não contemplam estas áreas de intervenção? Serão só discursos de salão, sem aplicação prática”?
“V. Exa já analizou as despesas que deixaria de ter se o Instituto Camões, a Delegação do ICEP ou a Coordenação do Ensino de Português, ocupassem as instalações ainda disponíveis no Consulado Geral de Portugal em Paris? O Consulado foi inaugurado há alguns anos e até hoje uma área importante continua sem ocupação! Não seriam estas as depesas que permitiriam a V. Exa fazer as economias de que necessita”?
“Como explicará V. Exa aos Portugueses de Nancy ou de Pau, que passam a ter de fazer centenas de kilometros para tirarem um simples passaporte? Já pensou como reagiria a familia que V. Exa tem em Viseu se tivesse de se deslocar a Lisboa para fazer os Bilhetes de Identidade”?
...“V. Exa não devia fechar os Consulados existentes e devia pelo contrário, abrir novos Consulados (ou Delegações Consulares) por exemplo em Dijon e em Nice, onde há comunidades numerosas”.
“Concordo... que há Consulados que podem não ter Cônsul e serem “dirigidos” por Cônsuls em exercício em Consulados vizinhos. Aprovo perfeitamente esta decisão. Aliás, alguns Consulados de Portugal em França já funcionam sem Cônsul titular e ninguém sentiu ainda a sua falta. Por outro lado, ninguém compreende porque razão há três Cônsuls em exercício da região parisiense”.
“As Delegações Consulares (como a que V. Exa tenciona abrir na Córsega) têm toda a minha aprovação. Não necessitam de facto de ser Consulados para servir os Portugueses. Porque não transforma V. Exa os Consulados que agora quer fechar, em Delegações Consulares? Já esgotou a capacidade de negociação com os funcionários consulares sobre esta matéria? Ou nem iniciou as negociações e agora já é demasiado tarde? Perguntou aos funcionários dos Consulados que agora quer fechar se estavam dispostos em mudar, voluntáriamente, de Consulado? Se tirasse de lá os Cônsuls respectivos (onde os há), não faria já economias?
Uma rede consular reestruturada terá de ter a tão falada informatização dos Consulados. Eu que julgava que o Eng. José Lello tinha informatizado os Consulados, conheço ainda aqueles que fizeram as listas dos cadernos eleitorais do CCP “à mão” antes de introduzir depois os dados nos computadores… Quer isto dizer que nem só de computadores necessitam os Consulados, mas também de pessoal com vontade e formação para os utilizar.
Por falar em cadernos eleitorais do CCP, é lamentável que não possamos ter (como o prevê a lei) mesas de voto deslocalizadas (por exemplo em associações) porque não temos sistemas informatizados que o permitem, mesmo se também nós estamos no Séc.XXI e afirmamos a alta voz estar na “Europa”!!! É desta reestruturação consular que necessitamos.
Necessitamos também de um bom acolhimento ao público. Todos nós conhecemos funcionários responsáveis e competentes, mas também todos nós conhecemos funcionários altruistas, mal educados e sem qualquer respeito pelas pessoas que os vão ver. Estas atitudes não podem ser toleradas”.

Carlos Pereira

 

Julho/ Agosto 02
À propos de l'émission de ARTE du 11 juin 2002:
Qui est représenté à l'Assemblée Nationale?
Comment poser le cas des Portugais de France?

La chaîne ARTE a diffusé le 11 juin dernier un documentaire et des débats sur le thème : “Faut-il être blanc pour être élu ?” Pour dénoncer en particulier le fait que, en France, la population d'origine maghrébine et subsaharienne soit très peu présent dans les candidats des principaux partis aux élections législatives, et n'est pas partie pour avoir des représentants à l'Assemblée Nationale. Pourtant, dans la plupart des pays de l'Europe, des “représentants des minorités” siègent sur les bancs des Assemblées.
Il semble bien que la question ne se pose que pour les minorités de peuples ex-colonisés ou semi-colonisés (définition adoptée parfois pour la Turquie et ses rapports historiques avec l'Allemagne), ou en tout cas, ceux qui imaginairement ne sont pas associés au territoire défini comme “Europe” et/ou à une supposée culture européenne sédentarisée (ex : les roms-tziganes, peuple(s) écarté(s) de “l'europaneïté”). Pourtant ces populations issues de l'immigration sont présentes en Europe depuis plus d'un demi-siècle.
Mais aujourd'hui les contours de la définition de “minorité” sont historiquement datés, et récents.
Ceux qui sont inclus dans “l'europaneïté” sont supposés n'avoir pas accès à la distinction, puisqu'ils sont “tous pareils”. La ressource/contre-ressource politique “minorité” ne leur est pas accessible. Et en général, ces populations intériorisent rapidement le fait social construit que-comme-quoi ils sont tous pareils, donc peuvent être représentés par un quelconque européen ou “minoritaire”.
Ça marche bien l'intériorisation. Pourtant, il y a des langues, des coutumes, des traditions culturelles attachées à ces populations. Mais les ressortissants dits “communautaires”, partout, se tiennent loin des enjeux politiques. Ils semblent ne pas revendiquer la représentation politique. Et la classe politique ne s'en soucie guère, comme pour les “minoritaires”, même quand ils les écartent (présents par leur absence).
La question de la désaffection des “communautaires” intrigue les sociologues, alors que la mondialisation (et la circulation des humains) va dans le sens de fournir des repères pour se différencier.
Les “ex-colonisés”, comme j'ai dit à plusieurs endroits, ont parfois un rapport spécifique avec l'état de la Métropole.  Ils le tutoient-ils connaissent l'administration, son style. Dans un certain sens, ils ne sont pas dépaysés et puisque des droits leur sont niés, ils ne se gênent pas de revendiquer et demander des garanties (dont la représentation politique). Mais, ceux qui sont censés être “pareils” et “avoir les mêmes droits”... comme entre grands bourgeois et les ouvriers... se retirent et décident de ne pas jouer le jeu. Leur inscription dans les partis politiques est ridicule.
Cette absence des européens résidant en Europe hors de leur pays, de la vie politique, conforte l'idée que l'Europe est constituée d'états-nations, avec leurs populations “nationales” et leurs non-communautaires à l'intérieur de leur territoire. Chacun (doit être) chez soi (dans un Etat comme il faut) et les vaches seront bien gardées.
En France, parmi les 8 424 candidats à ces législatives, à peine 1,5% étaient d'origine maghrébine ou subsaharienne. Pour un maximum de 2,5% du corps électoral. Un déficit de l'ordre de 40%.
Les candidats français d'origine portugaise étaient - jusqu'à nouvel ordre - 0,0012%.... ou 0,0024%, si l'on ajoute Patrice Carvalho (descendant de Portugais, ex-député PCF)! Pour un maximum de 0,6 % du corps électoral. Un déficit de l'ordre de 99,5%.
Moralité:
Vous voulez écarter des maghrébins et des africains des postes de responsabilité politique ?
Très simple.
Donnez-leur une égalité formelle, (pas trop) ensuite faites courir l'idée qu'ils sont tous pareils à nous, et... ils vous fouteront la paix !

Albano Cordeiro